A falta de silêncio numa sociedade profundamente barulhenta e agitada

VIDA MODERNA
Marta

Com acentuada frequência, nos vemos perdidos no imenso báratro da vida moderna.
A agitação nos desconcerta. As exigências de todos os lugares instala inquietação e azedume. Cobranças além dos limites nos encurtam o pavio da paciência e explodimos com amigos e familiares.
Comentamos com pessoas próximas o quanto estamos sentindo falta de silêncio, numa sociedade profundamente barulhenta e agitada. Os momentos de preces e refazimento se fazem escassos ou simplesmente deixam de existir.
Nos tornamos criaturas impacientes ou intoleráveis.
O lazer evapora de nossas agendas e estamos sempre sob alegação da falta de tempo para cuidar da vida emocional, que se fragmenta de momento para momento.
E sinais perigosos, qual semáforo sempre vermelho, se nos acende nas vias interiores, assinalando engarrafamento em nosso continente íntimo.
O excesso de informações torna-se um transtorno de difícil deglutição. A cobrança dos seguidores nas redes sociais fazem-se exigências de impossível atendimento.
O sono torna-se agitado, as alergias surgem como sintoma de que o corpo atingiu seus limites e não raro, recorremos a medicamentos para mascarar o que sabemos ser a causa.
Olvidamos as necessidades reais para atender as exigências do mundo.
Sem sombra de dúvidas, estamos submetidos a uma intensa pressão para atender um volume muito grande de atividades, que vamos acumulando ao longo do dia, das semanas e dos meses, tudo aquilo começando como um deslize de neve e rapidamente se tornando uma avalanche, a tudo levando na enxurrada impetuosa.
E por necessidade ou conveniência, não abrimos mão do sufoco e da asfixia para não perder as vantagens do mundo.
Receio de não ter dinheiro no final do mês, mesmo que não tenha uma réstia de paz.
Medo de não poder manter o status social, mesmo que custe estar de pé sob medicamentos pesados.
Perda de prestígio e destaque social, afivelando no rosto uma máscara para ocultar as lágrimas de dor e do vazio existencial.
Alguma coisa precisa ser revista e não temos a coragem de romper algemas que se fazem grilhões perversos, nos prendendo às exigências das atuais circunstâncias.
Não seja de estranhar tantos buscando livros de autoajuda, gurus e sacerdotes exóticos, místicos e confessores de renome, tentando reencontrar a paz turbada e a alegria esmagada.
As exigências se multiplicam sem que tenhamos condições de atender a todos, penetrando o sombrio caminho da auto destruição inconsciente. Queremos viver, mas não abrimos mão das facilidades terrestres, até o dia em em que ela surge, inesperada ou previsível.
Instala no corpo precário uma enfermidade difícil, obrigando cada um a desacelerar os próprios passos.
Desloca alguém querido do campo das afeições, deixando um imenso vazio de sentimentos. Furta, sem aviso prévio, uma serenidade que teimávamos conquistar para a velhice bem remunerada. Transforma sonhos em pesadelos apavorantes.
E quando o chão parece se diluir sob os pés, outra alternativa não resta senão ressignificar a existência agitada, cortando excessos e priorizando o esquecido.
O livro ressurge por bússola da vida perdida.
O resgate de velhas e sólidas amizades.
Agendamos Deus de volta em nossos compromissos.
Para alguns, as mudanças surgem tarde demais. Para outros, a vida oferta uma segunda chance.
Habitua-te a reflexionar sobre a insana velocidade que vens imprimindo ao teu carro orgânico. O volume excessivo de compromissos e o preço da anuidade que pagas por manter esse estilo de viver.
É bem possível que a primavera tenha passado e sequer tenhas visto as flores.
Teu filho nasceu, cresceu e rumou pela adolescência e tu não percebeste.
Tua parceira te aguardou para os sonhos conjuntos, mas deste tantas evasivas que ela desistiu de te esperar.
Tuas conquistas externas são apreciáveis, mas te sentes um mendigo de afeto e um desvalido de amor.
Lembra-te D’Ele.
Examina os escritos que Ele deixou através de Seus amigos queridos.
Tem a coragem, se ainda houver tempo, de reescrever tua trajetória no mundo.
Rompe com o transitório e firma teu compromisso com a imortalidade que te espera serena.
No chão do mundo ficarão, algum dia, teus anseios de grandeza e poder, mando e prestígio. Seguirão contigo apenas teus valores íntimos, teus afetos e tuas ações nas trilhas do destino.
Tudo que tenhas ou detenhas, ficará retido na alfândega do sepulcro. Quem realmente és seguirá em direção ao infinito.
Cuida desses interesses ainda hoje, amanhã pode ser tarde.
Marta
Salvador, 11.02.2022
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano

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