As realidades que não entendemos ou não queremos entender
As realidades que não entendemos ou não queremos entender.
Matriculados no planeta escola para o incessante aperfeiçoamento espiritual, só muito vagarosamente temos aprendido as lições ministradas pelos insuspeitos mestres da vida.
Distraídos no jogo das aquisições transitórias, temos desperdiçado preciosa quota de tempo na avareza de acumular bens que a morte subtrai, lançamos maldição e anátema sobre inimigos e adversários diversos, especialmente aqueles que não comungam com nossa sombria cartilha de atitudes e comportamentos, condenando ao olvido entes queridos e companheiros de jornada.
Deslembrados de que ninguém progride a sós, só muito tardiamente percebemos que a ausência de um amigo banido nos custa muitas lágrimas de arrependimento.
Tentando possuir a Terra e seus imensos tesouros materiais, relegamos a segundo plano a tarefa de aperfeiçoamento da essência que somos. Abandonamos as ferramentas do aprendizado ao sol impiedoso, e a ferrugem se encarrega de destruí-las em tempo breve.
Inegável reconhecer a nossa condição de operários imperfeitos nos círculos evolutivos da arena terrestre.
Exigimos salário antecipado sem dar conta da tarefa que nos cabe na vinha do Senhor. Lutamos por direitos sem correspondente cumprimento de deveres.
E não obstante nossa recalcitrância e teimosia nas hostes do mal, o Senhor nos tem tolerado infinitamente.
Periodicamente nos visita através de mensageiros autorizados e sublimes, que com suas expressões de devotamento e abnegação conseguem nos comover as fibras endurecidas do coração. Paradigmas éticos incessantemente descem ao plano denso da matéria para lecionar renúncia e desprendimento, conseguindo arrebatar alguns da influência tiranizante da corporalidade.
A Divindade nos faz nascer e renascer dezenas de vezes no curso incessante dos milênios, sempre se valendo do caudaloso rio da evolução para lapidar a pedra bruta que ainda somos, buscando rutilar o diamante engastado em nosso íntimo.
Ninguém, nesse particular, pode alegar em sã consciência que esteve ou está desamparado. O sol da misericórdia divina paira sobre justos e injustos, nobres e indignos, atentos e desatentos. Entretanto, se a Paternidade Excelsa até agora nos conferiu inumeráveis oportunidades no curso dos milênios sem fim, igualmente possui mecanismos próprios para aferição periódica de nosso aproveitamento das lições ministradas, como a examinar individual e coletivamente como está o entendimento de cada um na imensa escola planetária.
Se o amor e a paz, a compaixão e a esperança, a alegria e o otimismo periodicamente visitam os aprendizes situados no mundo, lhes insuflando novo ânimo nas lutas travadas contra as próprias imperfeições, aluno algum pode alegar desconhecer que a dor e a morte, o sofrimento e as aflições, os flagelos naturais ou provocados pela incúria humana igualmente compartilham o diário de classe da universidade da vida, ministrando sagradas lições que outros mestres não conseguiram fixar nos aprendizes rebeldes.
Não seja de estranhar que a uma era de paz suceda uma época de crise. Que a um dia luminoso da cultura e da tecnologia, onde as conquistas científicas situaram o homem nas estrelas sobrevenha uma madrugada moral, lançando escuridão nos corações e amedrontando todo o imenso reformatório, impondo ordem na escola em tresvario ético por parte de milícias assalariadas pelas trevas.
Ocasiões existem em que a direção divina do orbe autoriza faxina severa em certos bolsões de miséria e estagnação, buscando drenar a secreção cancerosa que ameaça o organismo coletivo de avançar para seu sublime desiderato.
Vivemos presentemente um desses momentos culminantes. Verificando o lento aprendizado das classes insubordinadas, atestando a paulatina destruição da escola por parte de vândalos infiltrados entre os bons alunos, dedicados e atentos às lições, a inspetoria escolar determinou correição em todo o educandário, desligando alguns cabuladores de aulas e outros apenas interessados em tumultuar a vida universitária dos que desejam aprender as maravilhosas lições da vida nova, que nos acena logo à frente.
Ao naufrágio de uma era de incertezas começa a nascer um tempo novo de harmonia e regeneração.
O canhão silencia nas casernas ante o inimigo que zomba dos artefatos nucleares, impotentes para o deter ou destruir.
Montanhas de recursos antes desviados para o suborno e a corrupção agora são apressadamente canalizados para os laboratórios farmacêuticos, buscando desesperadamente uma solução vacinal para o agente virótico mortal.
A solidariedade que parecia agonizar ganha novo impulso e se começa a descobrir que TER nada significa se o indivíduo não sabe quem ele é na sua essência profunda. Ganhou o mundo e perdeu a própria alma no labirinto das conquistas efêmeras.
Um mundo novo começa a se descortinar diante dos aprendizes que teimavam em permanecer no pátio das eternas brincadeiras, distraídos das lições que somente a sala de aula pode ministrar. Descobrimos que o sino ou campainha tocou, nos alertando que a maioridade impõe responsabilidades graves diante da própria evolução e que os livros da vida não podem ficar permanentemente fechados, como se não tivéssemos outro compromisso a não ser brincar de viver.
São dias de amarguras, mas inadiáveis reflexões. A dor campeia incontrolável, mas ensina moderação nos instintos.
Se te percebes na condição de aluno da escola terrestre, anota tais lições em teu caderno íntimo. Acrisola a mensagem que verte abundante dos mestres da vida. Cuida de teus deveres porque já brincastes em demasia.
Tuas notas ao final do ano letivo dirão se permanecerás matriculado no vindouro ano letivo ou chegou a hora de buscar vaga em outra escola da imensa universidade de Deus.
Nenhum aluno será excluído do aprendizado e ninguém ficará para trás. É da lei.
E se te algo pode consolar nestes dias de anarquia e desarrumação, ouve novamente o Divino Amigo em peroração de outrora:
– Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal!
Silêncio! A aula já começou.
Marta
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Instituição fundada por Divaldo Franco e Nilson a mais de 75 anos
Marcel também é trabalhador da Federação Espírita da Bahia a mais de 37 anos
Salvador, 03.03.2021

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