Cedo ou tarde, todos nós, os caminheiros da imensa estrada evolutiva

CAPRICHOS E DESPERTAMENTOS

Em inúmeras circunstâncias do caminho, o homem se posta, arrogante, negando a existência de Deus, contudo, não consegue explicar a beleza da flor e o perfume da rosa, que ignoram-lhe a empáfia.
Muitos levantam teses arrojadas, onde buscam desidratar a prevalência da ideia reencarnacionista como pedagogia educativa da Misericórdia Divina, que reabilita o ser transviado na senda da própria estrada, mas não consegue articular uma possibilidade filosófica que equacione as teratologias infantis, as anomalias genéticas e a genialidade em crianças, cuja precocidade assombra o mundo.
Tecem longas catilinárias no abate de qualquer tese que afirme a continuidade da vida após a morte do corpo, em processo contínuo de aperfeiçoamento incessante, optando pelo desvario de simplesmente admitir a segregação do ladrão de pão e leite nas labaredas de um inferno eterno e o santo no ócio contemplativo de um céu estanque.
Outros, repudiando a ciência, se cristalizam na fé cega e irracional, adotando o fanatismo como suporte aos próprios raciocínios, evitando qualquer exercício mental no campo do estudo além das próprias cartilhas religiosas a que se agarram, desvairados e infantilizados.
Muitos se fazem condutores arbitrários de incontáveis vidas, tentando lecionar virtudes que não vivem, ensinar o que não sabem e apontar o paraíso para os amigos, destinando os opositores ao clima infernal.
Sim, por toda parte da vida terrestre localizaremos os que fazem da existência campo de luta em defesa intransigente *dos próprios caprichos, se negando simplesmente a pensar*. 
Igualmente, temos aqueles que se aninharam a zonas de conforto no campo da fé, acreditando que pela simples adoção de uma crença estejam isentos de provas e que Deus lhes deve esse favor.
*Cedo ou tarde, todos nós, os caminheiros da imensa estrada evolutiva, fomos ou seremos tocados pelos clarins do despertamento indispensável, onde a lei de progresso se manifesta no sentido de nos descortinar mais vastos horizontes de conhecimento*. 
E para isso, muitos mecanismos surgem de inopino, gerando surpresas nas vidas parasitárias ou que estacionaram no pântano do entendimento primário.
A dor, suscitando reflexões difíceis.
A morte, arrebatando o ser de um campo de experiências para outro, que era negado pela ignorância teológica.
As ocorrências inusitadas dentro da constelação familiar, impondo alteração de ideias e paradigmas, promovendo um salto para uma mais dilatada compreensão da vida.
A leitura de um livro que sacode a curiosidade, asfixiada pela lavagem cerebral imposta por lideranças equivocadas.
Sempre surge na vida de cada pessoa o sublime momento do despertar para mais altas reflexões, ensejando que o ser se perceba aluno matriculado na escola terrestre, atualizando currículo e percebendo como o curso possui cátedras tão distintas e variadas.
Ninguém indefinidamente na mesma sala.
Aluno algum cabulará aula sem pagar alto preço nos exames periódicos.
Nenhum aprendiz galgará ascensão ao curso seguinte sem quitação com a retaguarda onde esteve matriculado pela Divina Consciência.
No manejo lúcido da Filosofia que dilata o entendimento, da Ética que aprimora a conduta e aclara a caminhada, e da Ciência, que dia após dia descortina novos horizontes das leis materiais, não encontrará o Espírito domiciliado no planeta alavanca com que possa se catapultar para uma bem-aventurança erguida sem estudo e sem trabalho.
Se presentemente percebes em torno de ti mudanças drásticas de comportamento, novas plataformas se erguem te impelindo à renovação dos próprios conceitos. 
*Se a saudade dos afetos arrebatados pela morte te impõe nova compreensão acerca da continuidade da existência além do sepulcro e de que possam retornar para te assegurarem que prosseguem lutando e aprendendo, não te furtes à exumação de teus mortos íntimos, liberando teus cadáveres teológicos para o devido sepultamento na cripta transitória do saber, avançando além das fronteiras que delimitastes a ti mesmo*.
Além de teu horizonte estreito, outros se erguem fascinantes e ricos de conhecimento, te convidando insistentemente à mudança de atitude para com tua marcha.
E em mudando, nunca mais fecharás teu entendimento ao novo, a te apontar rumos libertadores para teu próprio bem-estar.
Em percebendo íntima inquietação, lembra-te de Jesus ao lidar com a ignorância de Seu tempo, nos legando a Fé que liberta, a Esperança que socorre e a Caridade que redime.
Marta
Salvador, 09.01.2022
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano

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