Diante das trevas teimosas e petulantes, acendei as vossas claridades íntimas.

Em pleno crepúsculo do século XX, se viu o homem cibernético visitado por glórias e ruínas.
Ao apogeu do cérebro que tingiu o século findo de luzes oriundas da tecnologia, que invadiu os espaços em busca de vida fora da Terra e devassou os segredos do átomo, seguiu-se no rastro a podridão moral, o abuso e a violência como marcas de uma sociedade divorciada de Deus, não obstante se proclame religiosa.
Tachou-se a Idade Média como sendo o período das trevas, onde a grandeza das cidades de outrora, como Roma e Constantinopla, tenham sido reduzidas a quase pó pela forças dos exércitos de Saladino e outros líderes sarracenos, que impuseram ao catolicismo europeu enormes derrotas.
O feudo passou a centralizar a vida rural e a atividade urbana foi imensamente reduzida.
Os burgos surgiram como imperiosa necessidade de não se perder totalmente o contato de uns para com os outros. A cultura foi quase erradicada, restando breve chama que acenderia mais tarde o Renascimento, lançando claridades novas sobre uma Europa sombria.
Quinhentos anos depois, voltamos a proclamar serem estes dias de trevas. A decadência de respeitáveis e seculares instituições rompe o frágil tecido social. A imoralidade avança, pandêmica, sobre a intimidade dos lares, corroendo o metal da ética de jovens e velhos, homens e mulheres.
Tem-se a impressão que os temidos dias da destruição planetária estão próximos, e que por isso o licoroso vinho da embriaguez dos sentidos deve ser sorvido de um só gole, porque não existe esperança de um amanhã.
Ligeiro olhar ao pretérito e veremos como estamos equivocados.
Quase vinte mil guerras até agora na esteira da história e a pujança da sociedade atual, construída e reconstruída sucessivas vezes sobre os destroços das que foram dizimadas.
Se já não registramos o fastígio de guerreiros do quilate de Gêngis Khan, Alarico, o visigodo, Átila, o flagelo de Deus e Alexandre Magno, da Macedônia, hoje amareladas biografias da história universal, lideranças outras, militares e civis ergueram-se no cenário destes três últimos séculos, impulsionando a sociedade terrestre para imensas conquistas de natureza política e científica, não obstante a semeadura da amargura lançada nos corações, pela qual cada um responderá ao governo do universo.
Luzes de entendimento e descobertas, conhecimento vasto sobre a vida espiritual e suas manifestações pelos imortais povoam laboratórios e academias desde o final do século XIX, convidando o aprendiz a melhor observar as problemáticas do ser, do destino e da dor.
Por mais que os coturnos militares pisem as flores da esperança, mais elas florescem em nova primavera, desabrochando vitoriosas em meio a uma civilização em ruínas, que assiste uma nova ética se implantar no mundo em convulsões de toda ordem.
Nota-se imensa preocupação com a solidariedade. Povos se aproximam, derribando fronteiras forjadas por ideologias absurdas e intolerantes. As comunicações, antes tão precárias, tornam-se instantâneas, patrocinando libertação intelectual e religiosa, mesmo que alguns insistam na manutenção de grilhões de fanatismo e manipulação da verdade.
Lentamente, a luz vai dissipando as trevas, como um amanhecer ensolarado vai desintegrando a madrugada raivosa.
A névoa espessa da ignorância e da brutalidade vai cedendo espaço à ternura e ao cântico de gratidão por estes dias aziagos que estamos todos perlustrando.
O crucificado sem culpa abandona as traves da infâmia e da loucura e preside com seus fascículos de luz a transformação do planeta, que estertora nas expiações pungentíssimas e nas provações dolorosas, a caminho da redenção, regenerando as úlceras produzidas ao longo de milênios por tanta insânia e despautério, frutos espúrios da ausência de amor nas almas.
Espiritualistas dos tempos novos, espiritistas, amantes da verdade e sinceros adeptos do profeta de Nazaré, em vossas veias corre o sangue dos mártires do passado. Eles deram suas vidas outrora para sustentar o ideal que brotou na árida Galileia, e Roma não resistiu ao encanto de Suas parábolas.
Não necessitais presentemente ofertar em holocausto vossas frágeis organizações físicas. Basta que abdiqueis do mal, corrigi vossos pensamentos e sublimai vossas paixões, as transmutando em emoções superiores.
Diante das trevas teimosas e petulantes, acendei as vossas claridades íntimas.
Ante o lodaçal de perversões a caracterizar essa sociedade em decadência, exemplificai o modelo e guia que adotaste pelo coração.
Os campos jazem fecundos e abarrotados de trigo, que a avareza e a ganância escondem dos esfaimados e apátridas, mas sede nas mãos D’Ele o pábulo espiritual, a renovar a esperança em glorioso futuro, que nos acena desde hoje.
Marchai como um exército de pirilampos e nenhuma sombra terá poder para vos deter na construção desta nova geração, fadada ao bem e ao belo. E se o cansaço das pelejas vos ameaçar o ânimo, repeti como os obreiros da primeira hora:
– Ave Cristo, nós, os que te amamos e te elegemos modelo e guia, te afiançamos fidelidade incondicional até a vitória final!
Leon Denis e Marta
Juazeiro, 20.01.2021
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Instituição fundada por Divaldo Franco e Nilson a mais de 75 anos
Marcel também é trabalhador da Federação Espírita da Bahia a mais de 37 anos

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