Em uma sociedade que muito aparenta, nem sempre os sorrisos traduzem felicidade real
Em uma sociedade que muito aparenta, nem sempre os sorrisos traduzem felicidade real.
Em inúmeras faces que diariamente se estampam na mídia e, particularmente nas redes sociais, o riso oculta dores e problemas que nem de longe podemos dimensionar.
Tomado por uma necessidade de sempre exibir um lado alegre, bem resolvido, o ser humano tenta ocultar e mascarar os conflitos que lhe vão na alma, afivelando ao rosto uma máscara que lhe esconde a verdadeira realidade existencial.
São sorrisos, filtros, aplicativos que revelam muito mais sentimentos de inferioridade do que beleza. 
Esse carrega consigo uma enfermidade cruel, disfarçando-a de familiares e colegas de trabalho para passar uma impressão de pessoa permanentemente saudável.
Outro, escamoteia os sentimentos em frangalhos, permanecendo em festas ruidosas e agitadas, mas portando intimamente severos desajustes do sentimento.
Mais um outro exibe certos apetrechos de *ostentação social*, buscando impressionar sua plateia habitual, quando em verdade se encontra prisioneiro de agiotas ou de vultosas dívidas para com agentes financeiros, não tendo meios de solver as mesmas e fruir de uma gota de paz interior.
O religioso que aparenta equilíbrio e convicção traz nas carnes da alma inúmeros desafios no seio da própria família, sempre a exibir soluções religiosas para os outros, sem coragem de enfrentar suas próprias demandas.
Dessa forma, é possível perceber como muitas criaturas, no seu périplo evolutivo, vai postergando seus conflitos, mascarando seus problemas, exibindo posturas de pessoa bem resolvida, até que num instante em que não suporta mais fingir, desaba numa cratera de onde se esqueceu de sair.
A maior mensagem contida na essência cristã é justamente a do autoconhecimento, aquela em que o ser imortal desperta para sua real identidade, não aquela imposta pelo mundo externo, mas o que realmente somos enquanto *viajantes do comboio evolutivo.*
No exercício da solidariedade, conseguimos esvaziar a solidão que nos consome.
Procurando auxiliar o outro em dificuldade, sem que percebamos, as nossas próprias limitações se fazem menor.
Valendo-se da oração, inicialmente nos iluminamos, luarizando as nossas províncias íntimas ainda em densas sombras, momento sublime em que nos percebemos frágeis, vulneráveis, adquirindo segurança para os embates existenciais e prosseguindo a marcha que nunca cessa.
E entre os ganhos mais visíveis em meio à convivência com tantos diferentes, está a maturidade do ser, que deixa de atuar no mundo como se estivesse num permanente baile de máscaras, *fingindo o que não é e exibindo o que não tem.*
*Ser autêntico está em falta.*
Mostrar-se na sua realidade profunda é exceção, em meio a uma regra social ditatorial que nos impôs papéis no teatro da vida.
O ser humano tem urgente necessidade de saber quem ele é, como aqui chegou, porque age dessa forma e para onde vai após ser removido do condomínio corporal por certeira ação de despejo, movida pelo meirinho da morte.
Somente quando se encontra com sua realidade profunda, o ser se desvela perante si mesmo, abrindo mão de papéis dos quais se valeu para aparentar ser quem não era.
Essa ênfase está centrada na mensagem de Jesus, hoje replicada pela psicologia transpessoal ou humanista, a quarta força.
Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial, nos alertou Jesus.
Constrangido a te apresentar como não és, sê sincero contigo mesmo e opta pela cartilha da autenticidade.
Nunca digas o que sabes, tentando impressionar pelo cabedal de conhecimentos adquiridos. 
Fala o que o outro tem condições de entender.
Não revolvas as feridas alheias quando chamado a cicatrizá-las. Já temos no mundo doentes e feridos demais. 
Busca entender o outro na dimensão dele, não da tua.
E mesmo que cada noite, em tua enxerga modesta, te vejas solitário na caminhada terrestre, incompreendido por muitos e ridicularizado por outros, busca refazer tuas paisagens íntimas na prece sincera, evocando pela memória Aquele que veio servir e não ser servido.
Foi o mais autêntico de todos os homens e mulheres que já pisaram o solo do planeta. E ainda permanece incompreendido.
Nem por isso nos deixou sem orientação, auxílio e apoio.
Deita e diminui tuas imensas fadigas.
Amanhã, tem mais.
Marta
Juazeiro, 21.06.2022
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho 
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano

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Fontes: Assessorias de Imprensa

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