Felicidade se constituiu numa verdadeira obsessão da criatura humana

Desde tempos remotos que a busca pela felicidade se constituiu numa verdadeira obsessão da criatura humana.

Notáveis escolas filosóficas, particularmente na Grécia, estabeleceram caminhos para sua aquisição. E desde Epicuro, Zenão de Cício, atravessando a escola cínica de Diógenes, desaguando no pensamento socrático, a felicidade passou a ser uma busca existencial que consumiu poetas e estetas, ditadores e escritores, variando sua interpretação de escola para escola.
Um corpo saudável e a riqueza do lado foram tidos como ingredientes básicos da felicidade. A morte arrebata o corpo e as moedas trocam de mãos.
Uma vida conjugal aparentemente equilibrada e o sexo em profusão seriam igualmente ingredientes da felicidade. Os matrimônios instáveis, que se esfumam na primeira crise, deixando sequelas em ambos os cônjuges que, de amantes, se fazem antagonistas, e o sexo, dentro ou fora do casamento, cuja vitalidade vai se diluindo com o crepúsculo da carne breve.
Centrada em valores passageiros, esta felicidade preconizada por escolas filosóficas materialistas não resistiu ao tempo e suas mudanças contínuas.
Surgiu o Cristianismo propondo uma felicidade que não reside no corpo frágil nem nas efêmeras conquistas materiais. Centrado no Espírito imortal, edificou vigorosas bases nas almas que se lhe entregaram a vida em holocaustos comovedores.
O exercício do perdão incondicional, a prática das virtudes cristãs e a fé numa vida espiritual além das cinzas misérrimas do sepulcro alimentaram contínuas gerações de corações devotos, que elegeram o sacrifício das coisas mundanas e se fixaram na conquista do reino dos céus.
Vencidos dois mil anos da inquebrantável mensagem de Jesus, as velhas concepções de felicidade voltaram com inusitado vigor ao seio das sociedades atuais, encharcadas de materialismo e consumidas por grave crise existencial.
Aí estão os defensores da felicidade em cima da opulência transitória, dos corpos sarados e das sensações grosseiras. E o resultado dessa escura sopa de prazeres foram milhões de depressivos, ansiosos e dependentes químicos, tentando fuga do vazio existencial que os consome. Naturalmente que aqui estão excetuados aqueles possuidores destas morbidades por outras causas, como as genéticas e as de natureza hereditária.
Numa alucinada corrida pela conquista da felicidade, a moderna e tecnológica sociedade olvidou o investimento na essência, priorizando a aparência de que se revestem os seres em processo evolutivo.
Academias cheias. Templos vazios.
Farmácias abarrotadas de novidades na área de nutrição via drágeas. Almas famintas de afeto e desnutridas de amor.
Bilhões nas redes sociais, atrás de fórmulas mágicas para a felicidade instantânea, como se fosse um shake cujos ingredientes se bate no liquidificador para ingestão e resultados imediatos. E a desilusão de encontros virtuais, onde o príncipe ou a princesa da foto trabalhada pelo fotoshop não corresponde ao esperado quando do contato presencial.
Entre tantas buscas, as perguntas milenares continuam sem respostas.
Onde a morada da felicidade?
Como localizá-la e se forrar a uma vida de amarguras e incertezas?
A mocidade sonhadora e a velhice desencantada.
A busca sôfrega e o achado falso.
Na mensagem de Jesus estão diretrizes ainda não experimentadas para a conquista da felicidade.
Não esperar do mundo aquilo que o mundo não tem para dar.
Servir sem expectativas de compensação ou mesmo gratidão do outro.
Ser criticado e continuar otimista.
Sofrer espancamento na face moral e ofertar a outra ao agressor.
Recomeçar as tarefas com o mesmo entusiasmo da primeira vez.
Investir onde outros desistiram.
E quando tudo pareça ir de encontro aos nossos sonhos, coturnos da perversidade esmagarem nosso jardim, recolher as flores danificadas e das sementes fazer nova primavera.
Às ovelhas perdidas da casa de Israel nunca faltou um pastor. Se o mundo te negar afeto, apoia-te em Jesus.
Avança entre dificuldades e dores, abandono e limitações, desde já sabendo que és imortal e que se não encontraste a felicidade no mundo, ela permanece dentro de ti, aguardando teu despertar para sua conquista definitiva além das aparências do mundo.
Somente uma pessoa pode te fazer feliz: tu mesmo!
Marta
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Instituição fundada por Divaldo Franco e Nilson a mais de 75 anos
Marcel também é trabalhador da Federação Espírita da Bahia a mais de 37 anos

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