Olhando a vida além da pandemia destruidora de vidas incontáveis

ENQUANTO A VIDA DITA NORMAL….

No momento culminante em que a Terra se vê atingida pela pandemia destruidora de vidas incontáveis, estatísticas familiares se fazem ocultas diante daquelas que representam o elevado número de contaminados e vencidos pelo vírus implacável.
Nos referimos aos casamentos desfeitos, aos dramas entre quatro paredes, a incompatibilidade de gênios, resultando na ruptura da unidade familiar em muitos casos e outros que avançaram para o terreno dramático dos feminicídios cruéis.
Enquanto a vida dita normal não era alcançada pelo quadro ora reinante, os seres envolvidos na constelação familiar possuíam mecanismos com que escamoteavam seus conflitos.
Fugas do lar e dos deveres conjugais, estabelecendo o abastardamento dos sentimentos. Na imaturidade de se enfrentar o desgaste da relação afetiva, os cônjuges imaturos elegiam a indiferença pelo outro ou tentavam preencher o vazio emocional com excesso de trabalho e intermináveis horas nas redes sociais.
Problema adiado, situação mais complicada.
As imposições de natureza sanitária, o isolamento social e a clausura doméstica aprofundaram, em muitos casamentos já fragilizados, uma crise já existente, tornando a vida a dois insuportável.
Em momentos onde a tensão ficou insustentável, instintos primitivos vieram à tona e um deles, em exercício arbitrário das próprias razões, elegeu a extinção do outro como forma de libertar-se daquela situação que “empurrava com a barriga” ou imaginava que seria resolvida pelo tempo.
Saiu da condição de esposo infeliz para homicida sob a mira da justiça terrestre e personagem das ocorrências policiais.
Em meio a tantas tragédias do cotidiano, filhos ficaram desarvorados na orfandade dolorosa, assistindo suas genitoras abatidas em noites trágicas e seus pais atrás das grades.
E o flagelo natural ceifando vidas inúmeras a cada hora, impiedoso e incontido, carreando mais dor para os grupos familiares atingidos.
São dramas vários que estão a desafiar psicólogos e estudiosos, terapeutas familiares e amigos, buscando soluções que possam refazer os tecidos da alma atingidos por ocorrências que a todos surpreendeu pela força devastadora das mudanças que está impondo ao Espírito reencarnado neste primeiro quartel do século XXI.
Assaltados em sua aparente tranquilidade, homens e mulheres se viram (e estão sendo constrangidos) a rever seus conteúdos emocionais, filtrar seus relacionamentos afetivos, selecionar caminhos por onde trilhar os próprios pés, elegendo nesses dias tumultuados outras referências para construção de uma sociedade onde a solidariedade tenha primazia sobre a indiferença que lhe era habitual.
A compreensão que adveio, impactante, da impermanência de tudo, amedrontou a todos, gerando insegurança e medo.
Inegável reconhecer que temos e convivemos numa sociedade fragilizada e temerosa de ter a vida interrompida de um momento para outro pela contaminação viral. Os templos religiosos estão fechados, e era dentro deles onde parecíamos localizar o sagrado, suplicando ajuda quando o mundo dava sinais de ser um barco à matroca.
Fugimos para as redes sociais, tentando diminuir as tensões resultantes da convivência mais demorada com os familiares, mas nos demos conta de que a teia virtual está compartilhada por equivocados, conflitados e intolerantes de toda ordem, cujo contato gera mais inquietação.
Certamente que em muitos casos, ali também encontramos corações abnegados, vídeos incentivadores da tolerância e páginas de beleza lirial, se constituindo em oásis de paz em meio à tempestade que ruge furiosa sobre a humanidade desses dias.
Entretanto, se o problema não é enfrentado com maturidade e espírito desarmado, ele prossegue consumindo preciosas energias de homens e mulheres, a exibirem ostentação externa e inquietação íntima crescente, minando a saúde mental e emocional de milhões de criaturas humanas.
O Divino Psicoterapeuta já nos recomendara que antes de levar nossa oferta ao altar da vida, tivéssemos a coragem de nos reconciliar com os adversários. Quase sempre na consanguinidade se emboscam afetos e desafetos do pretérito, nos cobrando estes segundos o tributo das renúncias e da fidelidade aos deveres abraçados pelos laços da conjugalidade.
Família não são tão somente os momentos de alegria e encontros de risos e poesia. Os embates, os relacionamentos difíceis entre pais e filhos, cônjuges e parentes outros também são lições que a vida situa na intimidade da constelação familiar, buscando dissolver os grilhões da animosidade forjados em outros tempos para asas libertadoras em favor de todos.
Reflete maduramente sobre a decisão que cogitas adotar.
Pensa nos efeitos que terá sobre filhos e filhas.
Dissipa a ilusão que te oculta a realidade da vida.
Teus verdadeiros amores estão mais próximos do que possas imaginar.
E quando a sombra te pareça furtar o discernimento, te empurrando para o abismo das paixões, recorre à prece refazente e deixa-te conduzir para os vastos campos da meditação, onde melhor sopesarás o impacto de tuas deliberações.
Nunca te faltará o socorro Divino nas horas difíceis. Basta que te refugies no templo íntimo. Aí, Deus te apontará a melhor estrada a seguir.
Marta
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Instituição fundada por Divaldo Franco e Nilson a mais de 75 anos
Marcel também é trabalhador da Federação Espírita da Bahia a mais de 37 anos
14.06.2021

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