Os ídolos de pés de barro estão por toda parte

OS ÍDOLOS DE PÉS DE BARROS

Em uma sociedade que firmou suas bases nas aparências e na posse de bens transitórios, os modelos e paradigmas se erguem pela manhã, atingem o pináculo da fama ao meio dia e mergulham no esquecimento ao crepúsculo da tarde.

Por que constituídos de brevidade e constituição passageira, causam frenesi quando brotam da criatividade ou astúcia humana, arrebatando milhões de seguidores, ávidos por um paradigma para chamar de seu.

Muitos desses reclamam um biótipo do qual possam imitar a pose, o gesto e os trejeitos, tentando sair da sombra onde se homiziam, na introversão que os aniquila.

Se sentem pigmeus sociais.

Acreditam que a felicidade reside na fama e na popularidade.

Mudam de ídolo como quem muda de peça íntima.

Sedentos de novos deuses ou deusas dos palcos, estão quase sempre vitimados pela ansiedade que grassa, devoradora, nos dias correntes, arrastando muitos para o sorvedouro da inquietação.

Os ídolos de pés de barro estão por toda parte. Atuam na política, arregimentando cegos e fanáticos que apenas enxergam qualidades, sem observar os defeitos e as posições contrárias ao bem-estar social.

Outros, se fazem admirados pela beleza física, impactando as passarelas da moda, e porque não puderam se perpetuar no sonho passadiço, se atormentaram intimamente, buscando fuga pelas drogas ou mergulharam na anorexia destruidora, prestando culto desvairado aos corpos esqueléticos.

Líderes religiosos estão em alta. Surgem em tribunas brilhantes, manipulam textos bíblicos com sofismas e frases de efeito e fazem do púlpito disfarçado culto da personalidade atormentada, enovelando as ovelhas em expectativas nas promessas que não podem cumprir.

A mídia costuma produzir esses deuses e deusas periodicamente, alavancando audiência e atraindo multidões atormentadas pelo consumismo desenfreado.

Exibem sorrisos no comercial, enquanto choram no camarim. Trazem a dentição perfeita, em contraste com os milhões de desdentados que os assistem, apregoam o produto que promete milagres e se fazem, de certa forma, descartáveis igualmente.

E o imenso rebanho, ocultado através das telas de TV ou sofisticados monitores age como se a mídia fosse uma grande plateia, ovacionando os modelos que gostariam de ser e não conseguiram.

Admitem, na superficialidade de seus raciocínios rasos, que seus heróis passageiros, estão blindados contra os infortúnios e as aflições que diariamente fustigam milhões.

E como meteoros, maquiados e bem produzidos, rasgam o veludo escuro da noite e desaparecem nas profundezas do espaço infinito, deixando muitos fãs em orfandade emocional e psicológica.

Uma consciência amadurecida e bem trabalhada não se deixa levar por essa onda avassaladora de mitos transitórios que todos os dias surgem, rugem e passam. Os observa, mas não lhes presta tributo.

Conserva-se em permanente luta contra as próprias imperfeições, sempre atento ao esforço de iluminação interior. Anota dessa ou daquela celebridade o que pode ser útil para o próprio crescimento, mas elege por dentro da alma o herói crucificado como guia e modelo.

Abranda as próprias manifestações no mundo, dando a cada um o direito de ser como lhe apraz, mas exige de si mesmo ser o que deve.

Em meio ao tumulto das massas, escolhe a ponderação.

Entre exaltados, faz-se equilíbrio.

Quando no meio de palavrosos e verborrágicos sem ação no bem, canaliza as energias que lhe são próprias no atendimento deste ou daquele aflito que lhe busca o socorro.

Enquanto a maioria corre atrás das câmeras e dos holofotes, oculta-se atrás das cortinas da popularidade fugaz e serve sem interrogatório dos esfaimados.

Não vislumbra nem busca alcançar falsos pedestais, de onde se projete como guru de muitos. Aconselha o que o outro é suscetível de entender, gradua o verbo de acordo com o interlocutor e não atira pérolas aos porcos, consoante a orientação de Jesus.

Procurado pela fama, refugia-se na oração

Visitado pela vaidade, sai pelas portas do mundo e se dilui em meio aos que choram dores e amarguras, que procura incessantemente consolar.

Entre o palco e a cruz, opta sempre pelo madeiro das dificuldades.

Chora em silêncio, lava os olhos e retorna, sorridente, para inocular alegria nos amargurados da estrada comum.

Geralmente esses heróis não vistos costumam ter suas vidas devassadas depois da morte, quando biografias não autorizadas destacam suas ações no bem de todos. Muitos o santificam de imediato. Outros, o entronizam nos altares da adoração improdutiva.

Para Jesus, são simples servidores que fecharam seus dias de serviço na Terra, regressando ao grande lar para prestação de contas. Após breve refazimento, por muito amarem, volvem ao mundo em novas missões, espalhando a esperança e a fé, o otimismo e bom ânimo.

Fazem-se estrelas na noite escura de muitas almas.

Se puderes, imita-os.

Marta
Salvador, 14.09.2021
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho – Psicografia de Marcel Cadidé Mariano

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