A felicidade e o sentido existencial de cada um de nós
A felicidade e o sentido existencial de cada um de nós.
Em atribuição incerta, se admite ser do poeta de nacionalidade cubana José Martí o pensamento de que a felicidade pode ser adquirida e conservada na vida se o ser conseguir cumprir apenas três preceitos: plante uma árvore, escreva um livro e tenha um filho.
Para o notável escritor e cientista francês Charles Robert Richet, o sentido existencial está em ter filhos e se saber existente no mundo.
Inegável constatar que ao percorrer as muitas filosofias disponíveis, constataremos que muitas delas se referem à felicidade como o bem maior a ser alcançado pela criatura humana na Terra. Esse seria o alvo da existência, o ponto chave da passagem pelo mundo, mas em pleno século das luzes e da tecnologia, o conceito de felicidade está com uma fluidez muito grande.
Bauman afirmará que estamos num tempo de liquidez intensa dos relacionamentos interpessoais, quase inexistindo solidez nas convivências. Augusto Cury, psiquiatra brasileiro, afirmará que somos uma sociedade de ansiosos, onde a SPA (síndrome do pensamento acelerado) nos converteu em autômatos das buscas materiais e do conforto desses dias de muita inquietação.
A felicidade socrática era mais simples. Cumprimento de deveres, gerando uma consciência tranquila e um coração pacificado.
Tantas dicas, fórmulas prontas, receitas infalíveis. Sim, estamos no tempo das indicações ligeiras, dos textos rasos, da pesquisa instantânea, por que a felicidade se mostra nas redes sociais. Sorrisos largos, dentição perfeita, exaltando uma vida sem amarguras, blindada contra as tempestades que assolam outros telhados.
Urgente se faz uma reflexão sem pouso na plataforma materialista de nosso tempo.
Mergulho no mundo interior para aferir se somos ou se estamos. Vivemos numa bolha, buscando a redoma que nos isole das problemáticas comuns e nos permita uma felicidade inatacável.
Como sorrir do amanhecer ao anoitecer, registrando ao nosso derredor dores e amarguras de difícil drenagem nas almas que nos rodeiam?
Como se imaginar num campo de flores, em imutável primavera, percebendo afetos sob a invernia desafiadora dos testemunhos pessoais?
O prato que lavamos na pia diariamente esteve sempre contendo algum alimento, merecendo higiene dos resíduos, mas debaixo de nossa janela nunca cessa o tráfego dos famintos, a marcha dos despossuídos e o bloco dos atormentados pela carência do básico para uma vida digna.
Se nosso entendimento de felicidade está muito arraigado às correntes filosóficas, para eles ela está distante, em considerando que parecem não viver, buscando a cada hora, no desespero e na agonia da canícula o mínimo para a própria sobrevivência.
Indiscutivelmente, já conhecedores da mensagem cristã, sabemos hoje que a felicidade ainda não é daqui. Em um mundo marcado pelo egoísmo feroz, pelo canibalismo com tintas de civilidade e acúmulo de bens, em detrimento dos esfaimados, esta, como uma ave canora, ainda não conseguiu localizar a árvore da esperança, onde possa pousar e fazer seu ninho.
Até lá, irá pairar incerta sobre nossas cabeças, nos assistindo na confecção de livros utópicos, no plantio de árvores passageiras e na procriação de filhos que são lançados no mundo para sobreviverem a duras penas.
Se travaste algum contato, mesmo que superficial, com a Boa Nova, já tens notícias de que a felicidade está contida na arte de servir e amar de maneira incondicional.
Tuas árvores serão tuas obras. Do que plantares, colherás.
E se não puderes ou quiseres deixar descendentes no mundo, sejam físicos ou literários, abraça algum ideal que te aqueça a alma na noite fria do inverno emocional que ora congela muitos corações e edifica tua felicidade possível por dentro da própria alma.
É muito provável que o mundo te desconheça ou te ignore, mas Jesus sabe onde estás e o que fazes, te chamando com crescente frequência para desceres à vinha D’Ele, lavrando a terra sáfara de agora, nela depositando sementes de esperanças para o futuro sem fim.
Marta
Salvador, 19.05.2022
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano

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