Não basta viver. É fundamental aproveitar a existência curta

RECADO DA VIDA

Ante a iminência do final da atual pandemia, muitos estudiosos do comportamento se debruçarão sobre demorados estudos acerca de suas consequências no cotidiano dos cativos do isolamento social.
Ainda são escassos os olhares sobre como os indivíduos reagiram à quebra abrupta de suas rotinas, acossados pelo medo do contágio destruidor.
Matrimônios sólidos tiveram suas bases minadas pela demorada convivência entre quatro paredes.
A ausência de estudos presenciais em escolas e universidades afetou milhões de estudantes de maneira ainda não analisada.
Lojas fecharam suas portas para o vírus e não resistiram ao longo tempo, encerrando suas atividades com prejuízos para todos, sob o ponto de vista econômico.
Templos esvaziaram seus salões, buscando nos cultos virtuais a alternativa de não permitir que o desespero e o pânico se sobrepusessem à esperança e à coragem.
Entretanto, tudo sinaliza que foi no campo vasto das relações interpessoais que o dano foi muito grande, ocasionando sequelas e ainda desconhecidos efeitos colaterais.
Não devemos nos precipitar, alegando sem dados estatísticos que a depressão triplicou suas vítimas, numa sociedade já por si ansiosa e tensa, nem afirmar sem pesquisas seguras que o suicídio terá arrebatado muitas vidas, fragilizadas pelos mais de dois anos de máscaras, isolamento e severas restrições no campo da movimentação social.
Não basta viver. É fundamental aproveitar a existência curta
Não basta viver. É fundamental aproveitar a existência curta.
O flagelo foi implacável e ainda prossegue, com menor letalidade, ceifando vidas em quase todas as nações do globo terrestre.
A reflexão deve recair sobre os efeitos causados na rotina de cada um e como cada um buscou e está buscando se adaptar e se reinventar no crepúsculo da grave ocorrência sanitária mundial.
Como lidamos com a solidão, seja ela de natureza íntima ou aquela da turma de amigos?
O afastamento da seara religiosa abriu um vácuo na fé ou conseguimos mantê-la a salvo da falta de lubrificação na área dos contatos quase que diários?
O desemprego compulsório pela falência da empresa nos abriu um novo leque de oportunidades ou nos deixamos tratar pela amargura e negatividade em relação ao porvir?
São questões que se multiplicam, desafiadoras, exigindo de cada um fundas reflexões sobre esse “novo normal”, que ora se apresenta incerto e desconhecido para muitos.
Vozes diversas afirmam que aquela rotina do passado próximo não voltará jamais.
Fomos lançados num turbilhão de mudanças sociais, sanitárias, econômicas e de conduta sem igual e, impactados, temos que rever o modelo de vida que levávamos em face do novo cenário que se apresenta diante de cada um.
Possuir era realmente a meta a ser alcançada? Luxo e fama ainda são o pódio desejado?  Com as mudanças impostas, quais são os nossos planos futuros? Recomeçar de onde?
Submetidos a uma cultura materialista que asfixia e não autoriza o vislumbre da imortalidade, situada como sudorese intelectual, há milhões de indivíduos que estão sonhando e lutando para refazer os dias que antecederam ao flagelo destruidor.
Status econômico de volta, vida nababesca, satisfação corporal e quase nenhuma preocupação com o amanhã, a não ser acumular cada vez mais.
Se alguma lição não ficar do que passamos e ainda estamos por atravessar, é de se concluir que a pandemia não foi compreendida pelo imenso corpo discente situado na escola do mundo.
Ela não falhou. Falhamos em não ter compreendido que uma lição estava o tempo todo à nossa frente, ministrando o saber de que a vida no corpo é breve estágio na escola das almas, ninguém morre, apenas se desveste de matéria densa para envergar a túnica nupcial para o festim de bodas, conforme narrativa parabólica de Jesus.
Ter não significa inviolabilidade diante do tempo ou das tormentas que periodicamente varrem a superfície do mundo.
Quantos partiram, não obstante os vastíssimos patrimônios financeiros? E quantos resistiram, carregando consigo miséria e abandono social, implorando à sociedade culta ajuda e exercício da solidariedade?
Sim, não somos os mesmos.
A crise virótica terá nos alterado em algum ponto da intimidade profunda. Inutilizou a capacidade pulmonar de milhões de contaminados, arrebatando incontáveis. Não conseguiu ceifar por completo nossa indiferença, inquietar nossa apatia diante das injustiças sociais e nos fazer uma sociedade solidária e fraterna.
Sem isso, somos barcos frágeis à deriva, lamentando mastros destruídos e velas rasgadas pela violência das rajadas furiosas da tempestade, retomando o caminho do porto sem entender a grandeza do mar.
Não bastará viver. É fundamental aproveitar a existência curta no vestido de carne e ossos para entesou valores que não podem ser alcançados por meliantes e estão a salvo da ferrugem do mundo.
Entendeste o recado da vida?
Medita. Ora e continua teu incessante aperfeiçoamento.
Se o Senhor te deu um hoje e te ofertar um novo amanhã, tens tempo para refazer caminhos, aclarar decisões e fazer escolhas maduras.
Não permitas descobrir tarde demais que viveste em vão.
Marta Salvador, 11.04.2022 Centro Espírita Caminho da Redenção Mansão do Caminho Psicografia de Marcel Cadidé Mariano

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