Num crescendo constante, a população do globo terrestre atinge 8 bilhões
Num crescendo constante, a população do globo terrestre saiu de um bilhão de pessoas no início do século XX e atingiu a cifra atual de quase oito bilhões de encarnados. Todas as demandas sofreram impacto inigualável na história da economia humana.
O consumo de água beira cifras insustentáveis. As safras cresceram de maneira exponencial para dar conta de tantas bocas famintas. Indústria, comércio e serviços articularam-se para ofertar emprego a bilhões de seres em idade útil para trabalhar.
Imensas áreas antes inóspitas foram conquistadas, dilatando a oferta de moradia. Antes numerosas, as famílias encolheram rapidamente, caindo sensivelmente o número de filhos por casal.
Economia, saúde, demografia, biologia, estatística e muitas outras ciências foram e são constantemente convocadas a ofertar soluções para os graves problemas da atualidade.
Teme-se que a produção de grãos não dê conta de alimentar a explosão demográfica, ora em iniludível retraimento.
Cada vez se vive mais no corpo e a natalidade despencou enormemente nas últimas seis décadas.
Desafiado, o homem responde com soluções criativas e alternativas inteligentes. Posto frente a frente com enigmas do existir material, planilha números e executa obras que garantem condições mínimas de existência para milhões de pessoas.
Entretanto, quando posto face a face com a incógnita que se é, nem sempre age com lucidez e sabedoria desejadas. Opta, muitas vezes, por negar o fato ou terceirizar para o domínio da filosofia e da religião aquilo que teme enfrentar.
Diante da morte nega-se a aceitar a continuidade da vida além da argamassa celular em ruína.
Ante a comunicação entre os seres desencarnados e os prisioneiros do corpo rabisca teorias contrárias que os fatos desmentem.
Ante a constatação inequívoca da existência de Deus, se refugia no ateísmo já desmoralizado e proclama o materialismo como base cultural da sociedade em decadência.
Sem sombra de dúvidas que os grandes desafios existenciais convocam o ser a lhes ofertar resposta, sob pena de inviabilizar a própria sobrevivência no orbe terrestre.
Tem consciência de que não avançará de maneira segura enquanto não elucidar as questões que o atormentam na marcha crescente para a plenitude. Refém de um corpo transitório, não tem como deter a chegada da morte e teme existir além do sepulcro, constrangido a colher sua própria sementeira.
Já percebe, pelos filtros da ciência psicológica, que terá que equacionar o sentido existencial ou se perderá nos dédalos das próprias inquietações.
Inegável reconhecer que a vilegiatura carnal é romagem de aprendizado e luta, aperfeiçoamento e burilamento incessante, a que nenhum espírito se furtará de atravessar, mas igualmente sabido é que não obteremos todas as respostas somente nas leis que regem a matéria perecível.
O futuro, que já chegou, pertence ao Espírito.
Para ele devem convergir todas as atenções nesse período histórico único, onde a cultura cerebral triunfa sobre o coração, fragilizado ante a torpeza da indiferença pelo outro.
Valiosa é a conquista das estrelas, mas se não houver triunfo sobre as paixões e os desmandos do sentimento, o ser perderá o rumo da própria casa emocional.
Poderá abastecer seus silos com milhões de toneladas de grãos, especulando como quiser nas bolsas de valores, mas se não medicar sua ansiedade mórbida e sua depressão crescente será apenas um prisioneiro endinheirado, a caminho da loucura da posse.
Erguerá pedestais e tronos, dos quais ditará normas e regras draconianas a terceiros e subordinados, mas em algum momento de fragilidade tombará desse fastígio ilusório, intimado pela morte à prestação de contas diante da eternidade.
Antes que chegue a hora fatal, lembra-te do Cristo.
Instalado na zona de conforto que o dinheiro farto te proporciona, recorda que tudo é passageiro.
Olvidando a tua própria imortalidade, reflete em silêncio íntimo sobre a marcha pelo sepulcro.
Onde os tiranos de todas as épocas? Que destino tiveram os déspotas e gozadores das facilidades monetárias?
Em que sítios da eternidade se ocultam os césares desumanos e arbitrários de todos os séculos?
Passaram. Estão, alguns, nas páginas tristes da história. Como prêmio aos seus faustosos impérios, a vida apenas lhes deu um punhado de cinzas misérrimas.
És mais do que uma simples veste perecível.
Vales mais que um castelo de ouro.
Tens mais importância que uma galáxia inteira.
És herdeiro de Deus. O universo é tua herança.
Para tê-lo, conquista-te.
Para fruí-lo, ilumina-te.
Para dominá-lo, conhece-te.
Sem isto, és apenas um pigmeu em terras de gigante, delirando na febre que te devora pelo ter, desmemoriado de ser.
Marta
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Instituição fundada por Divaldo Franco e Nilson a mais de 75 anos
Marcel também é trabalhador da Federação Espírita da Bahia a mais de 37 anos
Salvador, 27.08.2020

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