A era dos relacionamentos líquidos afetam a qualidade de vida

ERA DOS RELACIONAMENTOS LÍQUIDOS
Marta

Dentre os graves distúrbios que atualmente afetam a qualidade de vida da criatura humana, encontra-se o consumismo, síndrome nem sempre percebida pelo atingido.

Igualmente tragado por uma sociedade ansiosa, o indivíduo nem sempre se dá conta que compra ou adquire bens materiais pelo simples impulso, sem necessidade real. Definido presentemente pela nomenclatura de oniomania, trata-se de grave patologia da ansiedade, causando inúmeros prejuízos ao seu portador.

O sociólogo polonês já desencarnado Zygmunt Bauman estabeleceu numa série de estudos e livros publicados que estamos na era dos relacionamentos líquidos, destituídos de consistência e solidez nos valores substanciais, o que tem coisificado o ser, o privando de sua natureza profunda, levando muitos a transtornos do humor e da afetividade.

Segundo ele, não seja de estranhar os envolvimentos ligeiros da atualidade, a compulsão mórbida por comprar tudo aquilo que passa a constituir supérfluo nas existências vazias dos tempos contemporâneos.

Sem aprofundamento nas relações interpessoais, carente de amor e reduzido a um número na sociedade consumista, o indivíduo acaba por compensar essa indiferença sofrida e a amargura num crescendo por compras exageradas, entulhando o lar com objetos cujo interesse se dilui assim que são adquiridos, gerando dívidas crescentes e insatisfação consigo mesmo.

Tem, mas não é.

Possui poder de compra, mas está sempre vazio interiormente.

Exibe para os demais o brilho da última aquisição tecnológica, mas o brinquedo custoso não se traduz em felicidade real.

E numa sociedade que se encontra motivada pela aquisição, pelo poder de fogo na voracidade de se ter, o grave distúrbio da convivência está merecendo avançados estudos por parte de psicólogos e estudiosos do comportamento humano nos atormentados dias que atravessamos.


Faz-se urgente que se desenvolvam terapias individuais e coletivas para diagnóstico e tratamento do pegajoso distúrbio, situando o ser destrambelhado pelo consumismo na sua realidade transcendente.

Controle da ansiedade mórbida.

Educação financeira.

Exercícios de relaxamento e busca de equilíbrio pelas vias da meditação.

Utilização de medicamentos nos casos mais graves, com acompanhamento psicoterapêutico para evitar recidivas.

É fundamental se ter em conta que não se vive para comer. Come-se para viver.

Que as aquisições transitórias não podem ser utilizadas como válvulas de fuga psicológica, onde o ser ignore ou procure escamotear suas dores íntimas e seus distúrbios afetivos na compulsão doentia, mais evadindo-se dele mesmo, em processo de cisão de sua realidade profunda.

Quanto mais foge de si, mais perdido fica no cenário da convivência saudável, adentrando-se perigosamente no terreno dos transtornos do humor e da afetividade, amplificando neuroses e paranoias de difícil diagnóstico e tratamento.

Já herdeiro de si mesmo, trazendo do pretérito reencarnatório disfunções na área do afeto mal conduzido, a compulsão por adquirir bens acaba por nutrir a alma enferma de novos miasmas, afastando-a da iluminação que provém do desapego e das renúncias saudáveis.

Que proveito tira o homem que compra o mundo, mantendo a própria essência na miséria?

Assinalado pela transitoriedade, o veículo físico deteriora-se dia a dia, devendo o processo reencarnatório ser encarado como sublime oportunidade pedagógica de elevação acima dos excessos e das posses precárias, ainda reflexo de uma sociedade líquida, como bem diagnosticou Bauman nos seus estudos.

Buscar o reino de Deus e sua justiça. Estar no mundo sem ser do mundo. Usar sem escravizar-se às coisas. Educar o ato de adquirir, evitando sujeição ao supérfluo devorador.

Jesus transitou numa época de opulência e ostentação. Conviveu com Zaqueu, que detinha alto padrão financeiro diante de uma sociedade de miseráveis. E tocado na sua intimidade profunda após acolher o mestre por uma noite, despiu-se dos excessos que detinha, tornando-se um mecenas de muitas vidas, que dignificou pelo exemplo e pela renúncia.

Se tens compulsão consumista, busca ajuda o quanto antes.

Se te vês endividado por comprares além do necessário, estais doente.

Urge te matricules na escola das grandes reflexões, onde possas te interrogar sem receio:

– De quanto preciso para bem viver?

Em descobrindo, deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos. Toma tua charrua e vai semear a era nova, constituída de desapego e renúncia, simplicidade e solidariedade.

Em se tratando de tua paz, Deus te basta.

Marta
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Instituição fundada por Divaldo Franco e Nilson a mais de 75 anos
Marcel também é trabalhador da Federação Espírita da Bahia a mais de 37 anos
Salvador, 06.10.2020

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